terça-feira, 1 de maio de 2007

OS ANIMAIS DO CAPITULO 7 DE DANIEL




Quando os livros de Daniel e Apocalipse forem bem compreendidos pelos cristãos , os crentes terão uma experiência religiosa inteiramente diferente, uma vez que lhes serão dados os vislumbres das portas do céu.

Porque as profecias de Daniel e Apocalipse , bem como os ensinamentos de Jesus por meio de parábolas, são apresentadas sempre por figuras ou imagens: animais , água , mulher , arvores, vento , etc. É importante ler o que Jesus diz a este respeito em Mateus cap. 13.

Então os discípulos chegaram a Jesus e lhe perguntaram: “por que o senhor usa parábolas para falar com as pessoas? Jesus respondeu : ‘a vocês Deus tem mostrado os segredos do céu , a eles não!’” (ver.10 e 11). “É por que uso as parábolas, porque eles olham e não enxergam, escutam e não ouvem , nem entendem” (ver.13), “pois, a mente deste povo está fechada : eles taparam os ouvidos e fecharam os olhos, se eles não tivessem feito isto , os seus olhos poderiam ver , e os seus ouvidos poderiam ouvir , sua mente poderia entender”. (ver. 15) .

Uma das grandes contribuições do pensamento Bíblico é a noção do tempo linear a idéia de que o mundo se movimenta em linha reta , tem um principio especifico e um fim especifico. O mundo bíblico tem começo e fim.

Daniel fez uma abordagem da profecia, como uma grande seqüência histórica de um reino após o outro, até o fim dos tempos. (Daniel 2.28)

As profecias de Daniel apresenta um panorama geral da história mundial (do planeta ) de seu tempo até o fim. (Daniel 7:7 e 18).

Daniel, Paulo e Jesus, situam o cumprimento da profecia apocalíptica, dentro do fluxo da história , começando no seu tempo e culminando com o fim do mundo .

Conforme II tess. 2 :3-8 “ele vai se colocar acima de todos e até mesmo vai sentar-se no templo de deus e afirmar que é Deus” . (vr. 7)

A misteriosa maldade já está agindo, mas o que está para acontecer, acontecerá somente depois que for afastado aquele que impedir que isso aconteça.

Existem três formas de interpretação das profecias :

· preterismo : considera que todo cumprimento profético, já ocorreu muito tempo atrás.
· futurismo : acredita que a profecia vai se cumprir em um futuro muito distante.
· historicismo: localiza as profecias apocalípticas no fluxo da história .

Só o historicismo, mostra a obra de cristo. no passado, no presente e no futuro. As profecias de Daniel cobrem a história universal desde seu tempo até o fim...

Vejamos a interpretação do anjo em Daniel 7 : 17.

Estes grandes animais, que são quatro, representando quatro reis, se levantarão da terra. Por esta razão, muitos intérpretes, ao longo dos séculos entenderam essas profecias, como uma grande sequência histórica de um reino após o outro até o fim. Esta abordagem histórica está fundamentada na compreensão dos adventistas do sétimo dia , nas profecias.

Algumas das mais incríveis profecias da Bíblia estão em Daniel cap. 2 e 7. Nestes dois capítulos paralelos, Daniel descreve o percurso da história mundial desde seu tempo até o nosso tempo, e até o fim do mundo, quando Deus vai instituir seu reino. Se alguém precisa de uma base para crer na inspiração da Bíblia, Deus a mostrou nestes dois capítulos.

Para se ter um maior entendimento dos animais de Daniel no capitulo 7, é preciso estudar primeiramente o capitulo 2 ou os dois simultaneamente.

Segundo Daniel, 11:2, “eis que ainda se levantarão três reis na Pérsia , e o quarto será muito mais rico do que todos eles ; e tendo se tornado forte por meio das suas riquezas , agitará todos contra o rei da Grécia”.
Aqui expomos os reinados:

1º reinado = cabeça de ouro (Dan. 2) = leão (Daniel 7) = Império Babilônico
2º reinado = prata (Dan. 2) = urso (Dan. 7) = Império Médo/ Persa
3º reinado = ventre e quadris de bronze (Dan. 2) = leopardo (Dan. 7), aqui simbolizado por carneiro e bode = Impérios Médo-Persa e Grego-Macedônico (Daniel, 8 : 20 e 21) .

Mas o bode peludo é o rei da Grécia; e o chifre notável que tinha entre os olhos , é o primeiro rei . (Daniel, 11 : 2). O chifre notável é identificado com Alexandre “O grande”. Quando menciona-se que o chifre notável se quebra, refere-se à morte de Alexandre em 323 ac aos 33 anos.

As profecias paralelas de Daniel 2 e 7 : os metais da estátua (Daniel 2) e os animais (Daniel 7), são símbolos de grandes reinos do mundo, mencionados na seqüência de sua ascensão e queda, na história .

Abaixo mais algumas interpretações:

1º reino = cabeça de ouro e leão = babilônia
2º reino = prata e urso = identificado em Daniel 5 : 28,30,31 8:20 como o Império Medo/Persa
3º reino = bronze e leopardo = simbolizado por um bode em Daniel 8:21, é identificado como Grécia em Daniel 11: 2. O quarto animal simboliza o poder de conquista de Roma pagã.
4º reino = pernas de ferro e 4º animal não são dadas maiores explicações como nos outros animais de Daniel, mas apenas um poder se ajusta a sua descrição no decorrer da história mundial . Esta é a Roma pagã, a Roma Papal.

De acordo com Daniel (2:40), haverá um quarto reino forte como o ferro, uma vez que quebra e destrói tudo, e assim como o ferro despedaça tudo, também ele destruirá e quebrará todos os outros.

Vejamos aqui a semelhança do quarto animal de Daniel (7:7 e 19) com as pernas de ferro de Daniel (2:40).
“Ví ainda um quarto animal, aterrorizante, assustador e muito poderoso. Tinha grandes dentes de ferro, com os quais despedaçava e devorava suas vitimas e pisoteava tudo o que sobrava. Era diferente de todos os outros animais”. Daniel, 7:7 e 19.

O 4º animal tinha dentes de ferro, o que representa a crueldade do império romano para com as nações conquistadas, uma crueldade representada pelos dentes de ferro, conforme Daniel 7 : 19.

Novamente percebemos aqui a semelhança das pernas de ferro (Daniel 2) com o 4º animal de Daniel 7 (dentes de ferro).

Para entender quem é o quarto animal, é importante saber quem é o chifre pequeno de Daniel 7: 8. Na profecia de Daniel 7 encontram-se os elementos que ajudam a fazer uma identificação. Em Daniel 7 : 8 o chifre pequeno surge do quarto animal. Ainda em Daniel 7 : 24. aparecerá outro reino diferente dos dez anteriores. Em Daniel 7 : 25, ele proferirá palavras contra Deus, cuidará em mudar o tempo e a lei.

A profecia prevê uma mudança na lei de Deus, pelo poder representado pelo chifre pequeno do quarto animal. O único dos dez mandamentos que está relacionado com o tempo é o 4º mandamento que se refere ao dia de guarda (sábado).

Em 7 de março do ano 321 dc o imperador Constantino, estabeleceu o primeiro decreto dominical civil.

No ano 364 dc, a igreja romana seguiu o exemplo de Constantino, e o concílio de Laudicéia emitiu a primeira lei dominical eclesiástica .

No ano 321 dc com seu decreto de natureza civil , Constantino ordenou que todos descansassem no “venerável dia do sol” exceto os lavradores.

O papa Silvestre em 314-337 dc oficializou para os cristãos o nome domingo para o dia do sol; o primeiro dia da semana.

Euzébio 270 e 338 dc determinou que todas as coisas que eram feitas no sábado fossem transferidas para o dia do senhor, o domingo .

Sócrates, historiador do quinto século, escreveu “todas as igrejas do mundo celebram os sagrados mistérios no sábado, todas as semanas , porem as igrejas cristãs de Alexandria e Roma, por conta de algumas tradições antigas tenham deixado de fazê-lo.” (Nicene and post-Nicene fathers vol. 2 pág. 132)

Desta forma podemos identificar o 4º animal, como o poder romano e papal .

Uma observação importante, afirma-se que o nascimento de mitras ocorreu no dia 25 de dezembro, na época do inverno no hemisfério norte, quando os dias são mais longos, e, segundo a crença o domínio do sol: “o domingo identificado como dia do sol era o dia consagrado a adoração e serviço de Mitras”. Mitras aparece nos escrito sagrados do hinduismo como uma figura de Jesus Cristo.

Como podemos ver neste estudo, os capítulos 2 e 7 de Daniel estão interligados: os dois capítulos descrevem o desenrolar da história do planeta, do tempo de Daniel ou da queda de babilônia até nossos dias ( os dias de hoje ).

Os capítulos 2 e 7 de Daniel, são básicos para entender os elementos centrais do livro de Apocalipse.

“Veio, pois, perto de onde eu estava; e vindo ele, fiquei amedrontado, e caí com o rosto em terra. mas ele me disse: entende, filho do homem, pois esta visão se refere ao tempo do fim.” Dan. 7 : 17.

Muitos há que não compreendem as profecias referentes aos dias atuais , e precisam ser esclarecidos . É dever , tanto do vigia como do leigo, dar a trombeta o sonido certo: mostremos ao povo onde nos encontramos na história profética !”