domingo, 3 de junho de 2007

JULGAMENTO DE SATANÁS


Mas a hipocrisia de Satanás foi desmascarada pela vida, pelo julgamento e a morte de Cristo. Ele assumiu sobre Si a natureza humana e, mediante Sua vida perfeita, demonstrou a falsidade das alegações daquele que constantemente acusa os que procuram obedecer à lei de Deus. E o sangue de Cristo, derramado na cruz, é o testemunho perpétuo, incontestável de que a lei de Deus é tão imutável quanto Seu próprio caráter. A crucifixão de Cristo foi um homicídio instigado por Satanás e executado por pessoas que se haviam separado de Deus. No dia do juízo, quando a morte de Cristo na cruz for vista em toda a sua realidade, todas as vozes silenciarão. Todos verão que Satanás é um rebelde.
Satanás viu que ele não prevaleceu em nada contra Cristo na sua segunda grande tentação. "Novamente, O transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-Lhe todos os reinos do mundo e a glória deles. E disse-Lhe: Tudo isto Te darei se, prostrado, me adorares." Mat. 4:8 e 9.

Nas duas primeiras grandes tentações Satanás não havia revelado seus verdadeiros propósitos ou seu caráter; ele afirmava ser um mensageiro exaltado das cortes do Céu, mas agora tira seu disfarce. Apresentou a Cristo todos os reinos do mundo na mais atrativa luz, enquanto se dizia ser o príncipe deste mundo.
Essa última tentação era a mais persuasiva das três. Satanás sabia que a vida de Cristo deveria ser de tristezas, dificuldades e conflitos. Ele pensou que poderia aproveitar-se desse fato para subornar Cristo a renunciar à Sua integridade. Satanás usou toda a sua força nessa última tentação, pois este último esforço iria decidir seu destino, quem seria vitorioso. Ele afirmava que o mundo era seu

Esta última tentação foi a mais sedutora das três. Sabia Satanás que a vida de Cristo teria de ser de tristeza, dificuldade e conflito. E julgava ele que se pudesse prevalecer desse fato para subornar a Cristo, levando-O a ceder Sua integridade. Satanás pôs em ação toda a força nesta última tentação, pois este derradeiro esforço devia decidir seu destino, determinando qual deles seria vitorioso. Reclamou o mundo como seu domínio, sendo ele o príncipe das potestades do ar. Levou Jesus ao cume de uma montanha altíssima e então, em visão panorâmica, apresentou diante dEle todos os reinos do mundo, por tanto tempo sob o seu domínio, e ofereceu-Lhe, como grande dádiva. Disse a Cristo que poderia entrar de posse dos reinos do mundo, sem sofrimento ou perigo de Sua parte. Satanás promete ceder seu cetro e domínio, e Cristo será o legítimo soberano, em troca de um favor Seu. Tudo o que requer, em troca de transferir-Lhe os reinos do mundo que nesse dia Lhe apresentou, é que Cristo lhe preste homenagem, como a um superior.
No deserto da tentação, no jardim de Getsêmani e sobre a cruz, nosso Salvador mediu armas com o príncipe das trevas. Suas feridas tornaram-se troféus de Sua vitória em favor da raça humana. Quando Cristo pendia agonizante da cruz, enquanto os espíritos do mal jubilavam, e homens ímpios injuriavam, Seu calcanhar estava então sendo ferido por Satanás. Mas por esse próprio ato estava esmagando a cabeça da serpente. Por meio da morte Ele destruiu "ao que tinha o império da morte, isto é, ao diabo". Heb. 2:14. Este ato decidiu o destino do chefe rebelde, e tornou para sempre firme o plano de salvação.

Satanás procurou dar a entender que estava trabalhando pela liberdade do Universo. Ele estava decidido a elaborar argumentos tão variados, tão enganosos e traiçoeiros, que todos ficariam convencidos de que a lei de Deus era arbitrária. Mesmo pendurado na cruz, e afligido por Satanás com suas mais ferozes tentações, Cristo foi vitorioso. ... Exalando o Seu último suspiro, exclamou: "Está consumado." João 19:30. A batalha havia sido ganha. ... O sangue inocente havia sido derramado pelo culpado. Pela vida que Ele deu, o homem foi resgatado da morte eterna, e selado o destino daquele que tinha o poder da morte.
O sangue inocente havia sido derramado pelo culpado. Pela vida que Ele deu, o homem foi resgatado da morte eterna, e selado o destino daquele que tinha o poder da morte.
O universo celestial havia testemunhado as armas escolhidas pelo Príncipe da Vida - as palavras da Escritura: "Está escrito", e as armas utilizadas pelo príncipe do mundo - mentira e engano. Viram o Príncipe da Vida conduzir-Se dentro dos parâmetros retilíneos da verdade, honestidade, e integridade, enquanto o príncipe deste mundo exercia o seu poder de astúcia, manha, intriga, inimizade, e vingança. Viram Aquele que portava o estandarte da verdade sacrificar tudo, até mesmo Sua vida, a fim de sustentar a verdade, enquanto aquele que portava o estandarte da rebelião continuava a intensificar suas acusações contra o Deus da verdade.

Os mundos não caídos e o próprio Céu estavam assombrados com a longanimidade divina. ... O Senhor demonstrara a Sua sabedoria e justiça em expulsar Satanás do Céu. ... Todos os seres não caídos estão agora unidos em considerar a lei de Deus como imutável... Sua lei tem-se provado perfeita. Seu governo está para sempre seguro.

FONTE DE PESQUZAS
Manuscrito 1, 1902.

Cristo triunfante pág 290
Deserto da tentação Pág. 63
Mensagens Escolhidas vol. 1 pág. 286
Profeta e Reis Pág. 702
Signs of the Times, 27 de agosto de 1902.
Refletindo a Cristo pág. 52